Não se acostume com a dor, mas não fuja dela.
- Monica Dominici

- 21 de jan.
- 2 min de leitura
Não se acostume com a dor, mas não fuja dela.
Permita que entre, olhe em seus olhos e verá verdades. Segure-a fortemente, com as duas mãos e pergunte:
O que você quer de mim? Por que está aqui? Mas não finja que ela não existe, não se distraia, tampouco se anestesie.
Ela, certamente, não veio à toa. Veio para te incomodar, mas incomodar tanto que será impossível permanecer ali, da mesma maneira... Não, ela não veio à toa...
Não insista, não resista, não confronte, não lute... deixe-a entrar... sinta, ela faz parte da vida. Sustente... e novamente pergunte:
O que em mim está se repetindo, o que retorna quando tento avançar?
A dor não pune, ela diz, ela fala, ela grita... Ela aponta para aquilo que o psiquismo não conseguiu elaborar...Não tenha pressa, não a expulse, ela precisa de tempo para fazer o trabalho, não é imediato, não é virtual, é visceral... um processo...
Ela te convoca a avançar, não a entenda como sofrimento, mas como um sinal, uma pista, um novo começo, um ressignificar, uma transformação.
Tenha coragem, escute-a.
Deixe que te diga a que veio. Escuta-la é um gesto de coragem. Não se acostume com a dor, mas não finja que ela não está ali..
Mais cedo ou mais tarde ela irá partir, deixando marcas e lições.
Dor não é identidade, é travessia.Quando algo se desloca, a dor cede, pois finalmente encontrou sentido.
E você? Você não sairá ileso, mas diferente, com sorte, mais forte.
Se você se abrir para a dor saberá mais sobre si, fará um corte na repetição, e abrirá novas possibilidades de escolha.
Ela vai te fazer crescer, amadurecer, evoluir e assim como veio, ela vai… não pense que é para sempre, pois nada é…
Eu sei que você sabe que tudo passa, mantenha-se firme em seu aprendizado, siga no seu ritmo, no seu passo.
Não se acostume com a dor, ilumine-a, faça dela sua aliada a encontrar a sua mais perfeita autoria.
E a vida agradece!
04/01/2026




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